Aborto parece ser o único procedimento médico que as pessoas querem te negar baseado em como você ficou naquela situação.
Dirigiu bêbado, teve um acidente e precisa de um transplante de órgão? Sem problemas.
Brincando com uma arma, acidentalmente atirou em sua própria perna e precisa de cirurgia? Claro!
Fumou cigarros durante toda a sua vida e precisa de tratamento pra câncer de pulmão? Ok.
Subiu numa árvore, caiu e quebrou a perna? A gente conserta isso agorinha!
Transou e engravidou sem querer? VOCÊ SE COLOCOU NESSA SITUAÇÃO E VOCÊ NÃO MERECE AUXÍLIO MÉDICO NEM COMPAIXÃO. ISSO É CULPA SUA E VOCÊ TEM QUE LIDAR COM AS CONSEQUÊNCIAS!
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Worry About Your Own Uterus: (via veruca-assault)
“Worry about your own uterus” wise wise words.
(via triplash)
Se o corpo da mulher é ainda visto como “de todos”, como acontece no caso daquelas que usam a sexualidade para “vender”, fica ainda mais difícil ter noção de que o corpo lhes pertence. Que é só seu. Que ninguém, ninguém pode tocá-lo sem consentimento. […] Acabarmos com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Nós temos que encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão.
— Texto da @NadiaLapa para a Carta Capital. (via slutshamingdetected)
Não gostava de nada. Vai ver eu estava com medo. É isso: eu tinha medo. Eu queria ficar sozinho num quarto com a janela fechada. Fiquei curtindo essa ideia. Eu era um trambolho. Eu era um lunático.
— Charles Bukowski. (via bukowski-brasil)








